Artigos sobre Amazofuturismo

O Amazofuturismo e o desmatamento.

Amazofuturismo ganha destaque como ficção científica brasileira

por | ago 1, 2026

Outras Palavras destaca o Amazofuturismo de Rogério Pietro em entrevista com Bela Eichler

A ficção científica produzida no Brasil vive um momento de renovação. Em meio às discussões sobre novas formas de imaginar o futuro a partir da realidade brasileira, o amazofuturismo aparece como uma das vertentes que mais desperta interesse entre pesquisadores, leitores e divulgadores do gênero. Essa percepção foi reforçada em reportagem publicada pelo portal Outras Palavras, na qual o jornalista Thiago Gama entrevista Bela Eichler, criadora do canal Futurices, dedicado à divulgação da ficção científica.

Ao abordar a diversidade crescente da produção nacional, a reportagem destaca o amazofuturismo como um exemplo de narrativa que rompe com modelos tradicionais da ficção científica. Em vez de reproduzir futuros inspirados apenas por referências estrangeiras, o subgênero propõe imaginar o amanhã a partir da Amazônia, de seus povos originários, de sua biodiversidade e de seu patrimônio cultural, ampliando as possibilidades da ficção científica brasileira.

Nesse contexto, a reportagem identifica o escritor Rogério Pietro como um dos principais responsáveis pela consolidação literária do nogo gênero, bem como ser o criador dos Cinco Pilares do Amazofuturismo. O texto reconhece seu trabalho na estruturação do subgênero e na construção de uma obra dedicada a desenvolver essa proposta estética e narrativa, contribuindo para que o amazofuturismo passasse a ser percebido como uma expressão própria da ficção científica brasileira.

“É justamente isso que mais me encanta no Amazofuturismo. Ele não propõe apenas uma estética diferente ou um cenário diferente. Ele muda o ponto de partida da imaginação.” – Bela Eichler.

Mais do que apresentar um novo cenário para histórias futuristas, o amazofuturismo representa uma mudança de perspectiva. Ao colocar os povos indígenas amazônicos no centro das narrativas e imaginar futuros baseados em conhecimentos ancestrais, ciência e tecnologia, o subgênero demonstra que a ficção científica brasileira pode criar visões de futuro profundamente ligadas à sua própria identidade cultural.

“Movimentos como o Amazofuturismo também nos convidam a perguntar de qual humanidade estamos falando, e isso é uma mudança muito poderosa, porque ela amplia o nosso repertório de futuros possíveis sem apagar aqueles que já existiam.” – Bela Eichler.

O reconhecimento do amazofuturismo em uma reportagem voltada à discussão da ficção científica nacional evidencia que essa proposta já ultrapassou o âmbito de uma iniciativa individual. Hoje, ela integra o debate sobre os caminhos da literatura especulativa produzida no Brasil, sendo vista como uma contribuição original para o desenvolvimento do gênero e para a ampliação das vozes e referências presentes na imaginação científica contemporânea.

Ao divulgar o Amazofuturismo e ao valorizar autores como Rogério Pietro, você se conecta a um movimento que pensa o futuro a partir da Amazônia, e não do Vale do Silício. – Thiago Gama.

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