Tecnologia que apareceu primeiro no livro Guerreiras Amazonas se tornou realidade um ano depois.
No livro amazofuturista Guerreiras Amazonas (Rogério Pietro, 2024), é apresentada uma tecnologia de nanopartículas de ouro que ajudam um jovem menino indígena Yanomami voltar a enxergar. O menino perdeu a visão por causa da contaminação com mercúrio causada pelo garimpo ilegal. Ele recebeu a tecnologia futurista do povo Wara e sua visão foi curada.
A tecnologia era futurista quando foi escrita no livro. Agora não é mais.
Pesquisadores da Universidade Brown, com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, descobriram que nanopartículas de ouro — extremamente pequenas — podem ajudar a restaurar a visão em pessoas com doenças na retina, como degeneração macular e retinite pigmentosa.
Em testes com camundongos, as partículas foram injetadas na retina e conseguiram estimular o sistema visual, mesmo com os fotorreceptores danificados. A proposta é usar essas nanopartículas junto com um pequeno laser acoplado a óculos, criando uma nova prótese visual.
A técnica funciona porque, ao receber luz infravermelha, as partículas geram calor e ativam células da retina que ainda estão funcionando (bipolares e ganglionares), contornando as células danificadas. Como essas doenças geralmente afetam apenas os fotorreceptores, o método pode devolver a visão sem cirurgia invasiva.
Segundo os cientistas, as partículas permanecem na retina por meses sem causar toxicidade e mostram bons resultados, o que traz esperança para tratamentos futuros.
Assim é o Amazofuturismo. Ele prevê o futuro e coloca os avanços da ciência e da tecnologia como cruciais para a construção de uma civilização justa e próspera.
Para saber mais, aqui está a referência do estudo:
Nie, J. et al. (2025) Intravitreally Injected Plasmonic Nanorods Activate Bipolar Cells with Patterned Near-Infrared Laser Projection. ACS Nano. doi.org/10.1021/acsnano.4c14061



