Artigos sobre Amazofuturismo

O Amazofuturismo e o desmatamento.

Ondas da ficção científica brasileira: da consolidação do gênero aos futuristas

por | out 31, 2026

As ondas da ficção científica brasileira representam diferentes momentos da evolução desse gênero literário no país. Desde os primeiros romances especulativos do século XIX até os novos movimentos futuristas contemporâneos, a literatura nacional passou por transformações culturais, tecnológicas e editoriais que contribuíram para construir uma identidade própria.

A ficção científica brasileira possui uma trajetória muito mais extensa e diversificada do que geralmente se imagina. Desde as primeiras experiências literárias do século XIX até as atuais manifestações de futurismos brasileiros, o gênero passou por diferentes momentos de desenvolvimento, acompanhando transformações culturais, políticas, tecnológicas e editoriais do país.

Para compreender essa trajetória, pesquisadores e estudiosos da literatura especulativa desenvolveram uma classificação baseada em ondas ou gerações literárias. Embora não exista unanimidade quanto aos períodos e às características de cada uma delas, a divisão em três ondas tornou-se uma referência importante para os estudos da ficção científica nacional. Mais recentemente, pesquisadores passaram a defender a existência de uma Quarta Onda, associada à valorização das diversidades culturais, das regionalidades e de novas perspectivas brasileiras de construção do futuro.

Neste artigo, apresentamos um panorama dessas quatro ondas, destacando autores, obras e movimentos que contribuíram para a formação da ficção científica brasileira e para o surgimento de novas expressões literárias, entre elas o Amazofuturismo.

Os precursores das ondas da ficção científica brasileira

Antes de abordar as quatro ondas, é necessário reconhecer que a ficção científica brasileira não começou na década de 1950. Sua história remonta ao século XIX, quando autores nacionais já experimentavam narrativas envolvendo ciência, tecnologia, viagens extraordinárias, sociedades futuras e especulações sobre o destino da humanidade.

Entre os pioneiros, destaca-se Augusto Emílio Zaluar, autor de O Doutor Benignus, publicado em 1875 e frequentemente considerado um dos primeiros romances brasileiros de ficção científica. A obra demonstra a influência das transformações científicas do século XIX sobre a imaginação literária nacional.

Outros nomes importantes são Gastão Cruls, autor de A Amazônia misteriosa (1925), e Jeronymo Monteiro, responsável por obras como Três meses no século 81 (1947). Esses escritores contribuíram para estabelecer uma tradição de narrativas especulativas no Brasil, explorando possibilidades científicas, civilizações desconhecidas e futuros alternativos.

Essa produção anterior à organização das primeiras gerações de escritores constitui uma etapa fundamental da história do gênero. Por isso, é mais adequado tratá-la como período precursor, e não simplesmente incorporá-la à Primeira Onda.

Primeira Onda da ficção científica brasileira

A Primeira Onda está associada principalmente ao final da década de 1950 e aos anos 1960. Seu desenvolvimento foi impulsionado pela atuação de editoras especializadas, especialmente as Edições GRD, de Gumercindo Rocha Dorea, que tiveram papel fundamental na divulgação e na consolidação da ficção científica brasileira como campo literário.

Nesse período, começaram a se estabelecer grupos de escritores identificados com o gênero, contribuindo para a criação de uma identidade literária nacional. Embora ainda houvesse forte influência da ficção científica estrangeira, particularmente anglo-americana, os autores brasileiros passaram a explorar questões filosóficas, existenciais, sociais e culturais próprias.

Entre as características dessa geração estão a reflexão sobre a condição humana, o contato com civilizações extraterrestres, as transformações tecnológicas e as consequências do desenvolvimento científico.

Três obras particularmente representativas desse período são:

1. O homem que viu o disco-voador, de Rubens Teixeira Scavone (1957).

Uma das obras emblemáticas da ficção científica brasileira do período, explorando o imaginário do contato extraterrestre e as possibilidades narrativas associadas à presença de outras civilizações.

2. Eles herdarão a Terra, de Dinah Silveira de Queiroz (1960).

Coletânea que representa a capacidade da ficção científica de abordar transformações da humanidade, questões sociais e possibilidades de organização das sociedades futuras.

3. Diário da nave perdida, de André Carneiro (1963).

Uma das obras mais significativas da ficção científica nacional, marcada pela investigação psicológica e existencial e pela construção de situações especulativas que ultrapassam a simples aventura tecnológica.

A Primeira Onda, portanto, representa a consolidação de uma comunidade literária dedicada à ficção científica brasileira, estabelecendo referências para as gerações seguintes.

Segunda Onda da ficção científica brasileira

A Segunda Onda desenvolveu-se principalmente entre o início da década de 1980 e o final dos anos 1990. Seu crescimento esteve associado à organização de comunidades de leitores e escritores, à circulação de fanzines e à criação de espaços de discussão e divulgação da ficção científica nacional.

Um acontecimento particularmente importante foi a fundação do Clube de Leitores de Ficção Científica (CLFC), em 1985, instituição que contribuiu para aproximar autores, leitores, pesquisadores e interessados no gênero.

Também merece destaque a publicação da revista Isaac Asimov Magazine pela Editora Record, que ampliou a circulação de narrativas de ficção científica e ofereceu espaço para escritores brasileiros.

A produção dessa geração apresentou maior diversidade de estilos e subgêneros. A ficção científica hard, o cyberpunk, a história alternativa, a distopia e a experimentação narrativa passaram a ocupar espaço cada vez mais significativo.

Entre os autores fundamentais dessa geração estão Jorge Luiz Calife, Roberto de Sousa Causo, Gerson Lodi-Ribeiro, Braulio Tavares, Guilherme Kujawski, Fausto Fawcett e outros escritores que ajudaram a consolidar o gênero no país.

Três obras que merecem destaque são:

1. Padrões de Contato, de Jorge Luiz Calife (1985).

Uma referência fundamental da ficção científica hard brasileira. A obra explora questões científicas e tecnológicas em uma narrativa que demonstra a capacidade de produção nacional de histórias especulativas de grande escala.

2. A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares (1989).

Coletânea de contos que demonstra a sofisticação literária alcançada pela ficção científica brasileira, combinando especulação, experimentação narrativa e reflexão filosófica.

3. A Dança das Sombras, de Roberto de Sousa Causo (1999).

Representativa da produção de um dos autores mais importantes da ficção científica brasileira, cuja contribuição ultrapassa a criação literária e alcança também a pesquisa, a crítica e a historiografia do gênero.

É importante mencionar também Gerson Lodi-Ribeiro, particularmente por sua contribuição à história alternativa brasileira, e obras como Santa Clara Poltergeist, de Fausto Fawcett, e Piritas siderais, de Guilherme Kujawski, que representam diferentes possibilidades de experimentação estética e temática dessa geração.

A Segunda Onda consolidou a ficção científica brasileira como uma comunidade literária diversificada, com autores que passaram a explorar diferentes caminhos narrativos e conceituais.

Terceira Onda da ficção científica brasileira

A Terceira Onda começou a ganhar forma no final da década de 1990 e se desenvolveu especialmente durante os anos 2000 e a primeira metade da década de 2010.

Sua principal característica foi a transformação dos meios de produção e circulação literária. A popularização da internet, dos blogs, das revistas eletrônicas, das pequenas editoras e, posteriormente, dos livros digitais ampliou significativamente as possibilidades de publicação.

Ao mesmo tempo, a ficção científica brasileira passou a apresentar uma diversidade ainda maior de propostas estéticas e temáticas. Autores de diferentes origens e trajetórias passaram a explorar distopias, cyberpunk, space opera, ficção científica hard, experimentações narrativas e aproximações com outros gêneros da literatura especulativa.

Entre os nomes representativos desse período estão Cristina Lasaitis, Romeu Martins, Camila Fernandes, Fábio Fernandes, Flávio Medeiros Jr., Octavio Aragão, Tibor Moricz e outros escritores que contribuíram para a renovação do gênero.

Três obras que merecem atenção são:

1. Quintessência, de Flávio Medeiros Jr. (2004).

Um techno-thriller que representa a renovação da ficção científica nacional e a ampliação das possibilidades editoriais da nova geração.

2. Os dias da peste, de Fábio Fernandes (2009).

Uma obra de forte identidade tecnológica e especulativa, que dialoga com vertentes como o cyberpunk e apresenta uma visão crítica das transformações sociais e tecnológicas.

3. Fábulas do tempo e da eternidade, de Cristina Lasaitis (2008).

Coletânea que explora questões relacionadas ao tempo, à ciência, à existência e à cosmologia. É importante observar que o livro transita entre a ficção científica e o fantástico, apresentando contos de diferentes orientações. Sua inclusão se justifica pela relevância da autora e pela presença de narrativas com fundamentos científicos e especulativos.

Outras obras importantes desse período incluem A mão que cria, de Octavio Aragão, Véu da Verdade, de J. M. Beraldo, e Hegemonia – O Herdeiro de Basten, de Clinton Davisson.

Também é necessário reconhecer a importância das antologias para a consolidação dessa geração. Projetos editoriais como a série Paradigmas, da Tarja Editorial, ajudaram a divulgar novos escritores e a ampliar a circulação da ficção científica brasileira.

A Terceira Onda, assim, representa um período de expansão e diversificação, no qual a produção nacional encontrou novos canais de publicação e novas possibilidades de diálogo com a literatura especulativa internacional.

Quarta Onda da ficção científica brasileira

A partir de meados da década de 2010, a ficção científica brasileira começou a apresentar transformações que ultrapassam a renovação editorial e a diversificação de subgêneros observadas nas gerações anteriores.

Nesse contexto, o pesquisador Alexander Meireles da Silva publicou, em 2021, o artigo acadêmico Sobre diversidades e regionalidades: a ascensão da Quarta Onda da ficção científica brasileira, no qual defende a hipótese de que a literatura nacional já apresentava características de uma nova geração.

Segundo o pesquisador, essa Quarta Onda pode ser compreendida pela afirmação e celebração das diversidades socioculturais e regionais do Brasil, com a maior presença de escritores e escritoras negras ligadas ao Afrofuturismo e a emergência de movimentos como o Amazofuturismo e o Sertãopunk.

Essa proposta representa uma transformação importante na maneira de imaginar o futuro.

Nas gerações anteriores, embora existissem experiências de valorização da identidade brasileira, boa parte da ficção científica ainda dialogava predominantemente com paradigmas tecnológicos, culturais e narrativos provenientes da tradição estrangeira.

Na Quarta Onda, ganha força a construção de futuros fundamentados nas próprias experiências históricas, culturais, sociais e regionais do país.

A tecnologia deixa de ser necessariamente imaginada a partir de referências externas e passa a dialogar com ancestralidades, territórios, identidades e diferentes matrizes culturais brasileiras.

Entre as obras representativas dessa transformação, podemos destacar:

1. Brasil 2408, de Lu Ain-Zaila (2016–2017).

Obra de referência do Afrofuturismo brasileiro, que apresenta uma sociedade futurista atravessada por questões raciais, sociais e ambientais. A narrativa utiliza a ficção científica para explorar possibilidades de futuro a partir de perspectivas afrodescendentes.

2. O caçador cibernético da Rua 13, de Fábio Kabral (2017).

Uma importante manifestação do Afrofuturismo na literatura nacional. A obra articula elementos tecnológicos, culturais e mitológicos, construindo um universo especulativo que valoriza referências afro-brasileiras e africanas.

3. Amazofuturismo, de Rogério Pietro (2021).

Romance que apresenta uma sociedade indígena amazônica tecnologicamente desenvolvida, estabelecendo uma relação entre ancestralidade, conhecimento tradicional, tecnologia e preservação ambiental.

A obra constitui um marco da literatura amazofuturista. Em seu estudo de 2021, Alexander Meireles da Silva identifica expressamente Amazofuturismo como o primeiro romance do novo movimento, destacando a construção de uma sociedade indígena tecnologicamente avançada e em harmonia com a natureza.

A Quarta Onda também compreende outras manifestações importantes. O Sertãopunk, por exemplo, explora possibilidades futuristas a partir das identidades e das experiências culturais nordestinas. Nesse contexto, Diplomata, de G. G. Diniz, é uma obra que merece atenção.

Já o conto Pajemancer, de Mario Bentes, publicado em 2018, é uma referência importante para a construção do imaginário amazofuturista na literatura.

É importante ressaltar que a Quarta Onda não representa um movimento homogêneo. Afrofuturismo, Amazofuturismo e Sertãopunk possuem características estéticas e culturais próprias. Suas aproximações estão relacionadas à construção de futuros brasileiros a partir de diferentes experiências históricas e identitárias.

O Amazofuturismo e sua contribuição para a Quarta Onda da ficção científica brasileira

Entre as manifestações que caracterizam essa nova etapa da ficção científica brasileira, o Amazofuturismo ocupa um espaço particular.

Definido como um gênero da ficção científica que explora a estética do bioma amazônico aliada a tecnologias e conceitos futuristas, o Amazofuturismo propõe uma maneira própria de imaginar o futuro da região amazônica.

Capa do livro Amazofuturismo do escritor Rogério Pietro.

Seu fundamento está na relação entre os povos indígenas da Amazônia, suas ancestralidades, seus conhecimentos, suas culturas e as possibilidades de desenvolvimento tecnológico.

Não se trata simplesmente de ambientar histórias de ficção científica na floresta ou de utilizar elementos visuais amazônicos em narrativas futuristas. A proposta envolve imaginar sociedades e tecnologias que tenham como referência os conhecimentos, as cosmologias e as experiências dos povos originários da região.

Em outras palavras, o Amazofuturismo propõe um futuro no qual a ancestralidade indígena encontra tecnologias futuristas forjadas na própria floresta amazônica.

Essa perspectiva permite questionar modelos convencionais de desenvolvimento tecnológico, frequentemente associados à exploração indiscriminada dos recursos naturais e à separação entre humanidade e natureza.

Em seu lugar, o Amazofuturismo apresenta a possibilidade de sociedades tecnologicamente avançadas que reconhecem a importância da floresta, da biodiversidade e dos conhecimentos ancestrais.

A trilogia literária iniciada com Amazofuturismo (2021), seguida por Amazofuturismo 2: Primavera Ancestral (2022) e concluída com Amazofuturismo 3: Poder Nativo, desenvolve esse universo narrativo e amplia suas possibilidades culturais, tecnológicas e especulativas.

A proposta também se expande para outras obras, como Cyberamazônia, demonstrando que o universo amazofuturista permite explorar diferentes relações entre tecnologia, biologia, ancestralidade e futuro.

O reconhecimento acadêmico dessa contribuição é particularmente significativo. Ao analisar a emergência da Quarta Onda, Alexander Meireles da Silva não apenas menciona o Amazofuturismo como uma de suas manifestações, mas também identifica o romance de Rogério Pietro como marco inaugural de sua expressão em narrativa longa.

Isso confere ao movimento uma posição relevante no debate sobre a evolução da ficção científica brasileira.

Três ou quatro ondas da ficção científica brasileira?

Apesar da importância dessa periodização, é necessário reconhecer que a classificação em ondas não constitui uma divisão cronológica universalmente aceita.

Alguns estudos trabalham com três ondas, enquanto outros defendem a existência de uma quarta. Há também pesquisadores que identificam períodos intermediários, como a chamada Onda Utópica/Distópica, associada à produção literária das décadas de 1970 e 1980 e às transformações políticas do país durante a ditadura militar e a redemocratização.

A própria existência da Quarta Onda foi objeto de discussão entre escritores e pesquisadores, como demonstra o artigo Quarta onda?, publicado por Nelson de Oliveira na revista Rascunho, em 2021.

A classificação em quatro ondas, entretanto, oferece uma ferramenta particularmente interessante para compreender as transformações recentes da ficção científica nacional.

Ela não significa que uma geração tenha desaparecido para dar lugar à seguinte. As diferentes ondas coexistem, e escritores associados a gerações anteriores continuam produzindo e publicando obras relevantes.

Também é importante não classificar automaticamente toda a produção de um autor pela data de sua estreia. Um escritor pode ter iniciado sua carreira em uma geração e continuar contribuindo para transformações literárias posteriores.

Assim, a periodização deve ser entendida como um instrumento de análise histórica e cultural, e não como uma classificação rígida e definitiva.

Considerações finais: a construção de futuros brasileiros

A trajetória da ficção científica brasileira demonstra que o gênero nunca esteve limitado à reprodução de modelos estrangeiros. Desde seus precursores, passando pela consolidação editorial da Primeira Onda, pela experimentação da Segunda e pela expansão da Terceira, escritores brasileiros vêm explorando diferentes maneiras de imaginar o futuro.

A possível Quarta Onda representa um novo momento dessa trajetória.

Ao incorporar perspectivas culturais, ancestrais e regionais, movimentos como Afrofuturismo, Amazofuturismo e Sertãopunk ampliam as possibilidades de representação do Brasil na literatura especulativa.

O futuro deixa de ser apenas uma projeção tecnológica abstrata e passa a ser construído também a partir da memória, da identidade, dos territórios e das experiências históricas de seus povos.

Nesse cenário, o Amazofuturismo contribui com uma perspectiva própria: a possibilidade de imaginar uma Amazônia na qual os povos indígenas não sejam meros personagens de um passado histórico ou observadores de um futuro construído por outros, mas protagonistas de suas próprias civilizações futuristas.

Mais do que imaginar tecnologias avançadas em meio à floresta, trata-se de construir narrativas nas quais a ancestralidade indígena, os conhecimentos tradicionais e a inovação tecnológica participem da criação de novos caminhos para a humanidade.

A ficção científica brasileira continua em transformação. E, entre as possibilidades que se apresentam, o Amazofuturismo representa uma contribuição singular para que o Brasil também possa imaginar seus próprios futuros.

Referências bibliográficas

BELL, Andrea L.; MOLINA-GAVILÁN, Yolanda (org.). Cosmos Latinos: An Anthology of Science Fiction from Latin America and Spain. Middletown: Wesleyan University Press, 2003.

BRANCO, Marcello Simão. Ventos de mudança: a ficção científica brasileira e a transição democrática. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 34, n. 2, p. 131–150, 2013. DOI: https://doi.org/10.5433/1679-0383.2013v34n2p131.

CLUBE DE LEITORES DE FICÇÃO CIENTÍFICA (CLFC). Ficção científica brasileira: sinais d’um fantasma na Literatura. Disponível em: https://www.clfc.com.br/ficcao-cientifica-brasileira-sinais-dum-fantasma-na-literatura/. Acesso em: 31 out. 2026.

CLUBE DE LEITORES DE FICÇÃO CIENTÍFICA (CLFC). Resenha: Fábulas do Tempo e da Eternidade, de Cristina Lasaitis. Disponível em: https://www.clfc.com.br/resenha-fabulas-do-tempo-e-da-eternidade-de-cristina-lasaitis-por-alvaro-domingues/. Acesso em: 31 out. 2026.

DA SILVA, Alexander Meireles. Sobre diversidades e regionalidades: a ascensão da Quarta Onda da ficção científica brasileira. Revista Memorare, Tubarão, v. 8, n. 1, p. 61–80, 2021. DOI: https://doi.org/10.19177/memorare.v8e1202161-80.

ITAÚ CULTURAL. Encontros com a nova literatura brasileira contemporânea: Sandra Menezes. Disponível em: https://www.itaucultural.org.br/secoes/colunistas/encontros-nova-literatura-brasileira-contemporanea-sandra-menezes. Acesso em: 31 out. 2026.

OLIVEIRA, Nelson de. Quarta onda? Revista Rascunho, edição 251, março de 2021. Disponível em: https://rascunho.com.br/colunistas/simetrias-dissonantes/quarta-onda/. Acesso em: 31 out. 2026.

SCHINZARE, Romy. Ficção científica – breve panorama histórico. Revista USP, São Paulo, n. 140, p. 39–62, 2024. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.i140p39-62.

Obras literárias mencionadas

AIN-ZAILA, Lu. Brasil 2408. São Paulo: edição independente, 2016–2017.

BENTES, Mario. Pajemancer. In: 2084: Mundos Cyberpunks. 2018.

CARNEIRO, André. Diário da nave perdida. São Paulo: GRD, 1963.

CAUSO, Roberto de Sousa. A Dança das Sombras. 1999.

CRULS, Gastão. A Amazônia misteriosa. 1925.

DINIZ, G. G. Diplomata. 2024.

KABRAL, Fábio. O caçador cibernético da Rua 13. Rio de Janeiro: Malê, 2017.

LASAITIS, Cristina. Fábulas do tempo e da eternidade. São Paulo: Tarja Editorial, 2008.

PIETRO, Rogério. Amazofuturismo. 2021.

PIETRO, Rogério. Amazofuturismo 2: Primavera Ancestral. 2022.

PIETRO, Rogério. Amazofuturismo 3: Poder Nativo.

QUEIROZ, Dinah Silveira de. Eles herdarão a Terra. 1960.

SCAVONE, Rubens Teixeira. O homem que viu o disco-voador. 1957.

TAVARES, Braulio. A espinha dorsal da memória. 1989.

ZALUAR, Augusto Emílio. O Doutor Benignus. 1875.

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